Pouca fé, pouca certeza

incertezasAo que parece, já foi o tempo em que os ateus faziam questão de dizer que não tinham nenhuma semelhança de comportamento com os ditos religiosos, incluindo aí a total ausência de proselitismo em seu discurso e atitudes. Desde que Dawkins resolveu sair-se em declarada cruzada anti-religiosa, o tabu do proselitismo deixou de ser um problema para a militância ateísta.

A úlitma nessa direção é a cruzada de pregação ateísta divulgando nos ônibus londrinos a mensagem “Provavelmente Deus não existe, agora, pare de se preocupar e curta a vida”. É claro que a pregação simplória não tem espaço, e provavelmente nenhum interesse em explicar porque insiste no surrado estereótipo de que pessoas que crêem em Deus teriam mais motivos para preocupação, ou por que deixar de crer em Deus seria pré-condição ou garantia para “aproveitar a vida”.

Curiosamente, a campanha revela ainda uma estranha insegurança sobre a (in)existência divina. Afinal, seria de se esperar que um ateu dissesse com toda convicção que Deus efetivamente “não” existe. Talvez seja apenas uma estratégia de suavizar a comunicação; mas talvez seja mesmo falta de fé…

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