7 anos de Orkut

Orkut fades awayNão é mole, não.
Entrei pela primeira vez no Orkut exatamente no dia 16 de julho de 2004, graças a um convite do meu cunhado. Na época, convite era indispensável e não muito fácil de conseguir.

Não me lembro a data exata de quando criei meu primeiro e-mail, nem quando estreei no ICQ, no Facebook ou no Tweeter. Mas, por algum motivo a data do Orkut ficou registrada na foto que eu, de improviso, pedi para o meu colega Rodrigo Rojas tirar para o meu perfil.

Vi muita gente entrar e sair daquele negócio. Vi a tela inicial mudar várias vezes. Vi as pessoas reclamarem quando o Orkut lançou o “Orkut novo” e depois, quando o Orkut novo ficou velho. Uma amigo me recordou da cadeia do Orkut, onde, por um tempo, supostamente eram colocados os mais inconvenientes.
Entrei em várias comunidades, participei de algumas delas. Vi muitas delas surgirem e crescerem. Também criei algumas. Saí de várias, restaram poucas.
Ali reencontrei velhos amigos, conheci novos. Fiz amizades e talvez algumas inimizades. Debati, discuti, briguei um bocado, dei risadas, me alegrei, orei, às vezes quase chorei.

Nesse tempo, a cara do Orkut mudou muitas vezes. Não só no visual, mas também no perfil das pessoas que por lá passam. Eu também mudei.

Alguns dos vínculos criados lá se tornaram maiores do que o Orkut e já nem cabem naquele espaço. Espero ter deixado minha marca sob forma de algo positivo para as pessoas que se relacionaram comigo.
Goste-se ou não, o Orkut, marcou um momento e instituiu um modo das pessoas se comportarem na Internet.

O que serão dos próximos 7 anos? Nem me arrisco a imaginar, mas tenho certeza que jamais poderão ser como estes que passaram.

Atualizando em 29/09/2011:
Achei interessente incluir este artigo que, de certa forma, corrobora um pouco do que eu disse aqui.

Hamilton Furtado

Veja também:

Comentários

Loading Facebook Comments ...
Loading Disqus Comments ...

7 comentários sobre “7 anos de Orkut

  1. nuuuuoossa nem lembrava mais que precisava de “convite”!!!! boa!!!

    como diz o Carpinejar: “há algo que o tempo nao toca.” creio que assim será o Orkut. mesmo ele já sendo passado.

    … no saldo geral, com certeza, só boas lembranças!! mas aquelas discussões (quase inúteis) nas comunidades é do que mais me lembro. no começo ficava intrigada com o “vazio” das pessoas e já nos últimos 2 anos nao me interessava mais pelas mesmas. uma frase de Chesterton sempre me vinha à mente: “as pessoas geralmente brigam pq nao conseguem argumentar”.

    te conhecer por lá, Agá, foi mesmo TDB. dos colegas mais próximos, vc é o único que nao consegui conhecer pessoalmente. cheguei a contar 54 pessoas que tive o privilégio de conhecer fora do mundo virtual (sem contar, claro, as que já conhecia e nos encontrávamos por lá)… já são 6 anos aguardando… (risos). quem sabe qdo tivermos uns 50, 80 anos, né não???!!! afinal vc já tá quase lá!!!! (risos a lot).

    gosto muito de lê-lo… gostei muito de sua (merecida) homenagem, Agá.

    fica bem. abçs

    Ruby

  2. Caro Hamilton, o que será dos próximos 7 anos, também não me arrisco a imaginar, o que sei é que encontrei em você um amigo verdadeiro, só por isso o Orkut já valeu.

    “Tamu junto” 🙂

  3. Bela reflexão, meu caro amigo Hamilton, cuja amizade se deu no… Orkut. Não sei quando entrei, e nem quando saí. Mas de certo fiz amizades que se tornaram maiores que o Orkut, tanto que permanecem até hoje. E você é uma delas.

Deixe uma resposta