Reparação

Janela de prisaoImagine alguém ser solto de uma prisão após 38 anos. Para nossos padrões atuais é, no mínimo, metade de uma vida. Depois de quase 40 anos atrás das grades, acusado pelo estupro e assassinato de uma menina em 1975, David Bryant foi finalmente libertado da prisão nesta semana.

Seu caso foi reaberto após a solicitação da Centurion Ministries, uma agência que tem por objetivo dar apoio a pessoas condenadas injustamente. O pedido da Centurion foi acatado, as evidências da época foram reexaminadas sob as novas tecnologias de análise de DNA e consideradas pelo juiz que julgou o caso insuficientes para mantê-lo preso.

Bryant disse que gostaria de ir a uma igreja, e se ajoelhar em uma oração por seus pais, que nunca acreditaram nele. “Eu gostaria que eles estivessem aqui para que eu pudesse dizer a eles não fiz aquilo”, disse ele.

O caso de David Bryant está longe de ser exceção, como se pode ver no site da Centurion Ministries. Toda condenação injusta é lamentável, traumatizante, indesejável. Mas é ainda mais se for penalizada com um ato irreversível, como a morte.

Eu tenho duas objeções à pena de morte. Uma é que ela impede a possibilidade de um futuro arrependimento. Nem todo criminoso irá se arrepender, mas a pena de morte elimina de cara essa possibilidade. A outra objeção é justamente a que motiva casos como este, de David Bryant. A justiça humana é menos do que perfeita, portanto sempre estará sujeita a erros. Intencionais ou não.

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