Nada

Nada

 

No princípio era nada.
E eis que do nada, algo aconteceu.
E, num total acaso,
Continuou acontecendo…

Pois esse algo possuía
Uma tendência a organizar
Uma compulsão para criar
Oportuno acaso

E desse viés criativo
Surgiram mundos,
Surgiram seres,
Surgiu ordem.
Surgiu vida.
Seres igualmente dotados
Da mesma conveniente compulsão
Dotados de mecanismos
De recursos e estratégias
Para continuarem criando
Reproduzindo,
Diversificando,
Sobrevivendo…

Para nada.

 

Pois afinal,
Antes de mais Nada
Nada precisaria ter acontecido
Nada precisaria ter surgido
Nada deveria fazer sentido.

Hamilton Furtado

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