Parasita

Foto: Barunson E&A

No último final de semana finalmente assisti “Parasita”, o filme coreano ganhador do Oscar 2020.
Em um resumo rápido, o filme fala de uma família que vive em um porão e num certo momento se depara e se aproveita de uma oportunidade para sutilmente ir se infiltrando na casa e na vida da muito abastada família Park, na Coreia do Sul.
Gosto desses filmes “exóticos” pela oportunidade de observar diferentes aspectos culturais, estilos de vida, moradias e outros detalhes que saem daquela linha usual EUA-Europa Ocidental. Achei esse filme um tanto cansativo da segunda metade para o fim. Não vi todos os outros concorrentes ao prêmio, mas desconfio que a narrativa da “luta de classes” pesou bastante na escolha do vencedor.

O destaque do filme para mim, e o motivo deste comentário, fica por conta da sofisticada casa da família Park, cenário que ocupa mais da metade das cenas. No filme, a casa é projeto de um famoso arquiteto, na realidade, ela foi desenhada especialmente para o filme, coisa que dificilmente se percebe de imediato. Na verdade, todos os espaços do filme foram meticulosamente planejados para enfatizar a narrativa do filme e a ideia central da “luta de classes”, mas isto não vem ao caso agora.
O produtor Lee Ha Jun explicou que precisaria de uma casa particularmente planejada para ter um filme rodado dentro dela, não apenas bonita, mas apropriada para captação de movimentos de cenas, variação de planos, iluminação e ângulos de câmeras com o mínimo de interferência ao mesmo tempo permitindo o delineamento dos espaços conforme as demandas solicitadas na narrativa, coisa que uma casa real, feita para habitação, dificilmente ofereceria.

Na minha opinião, a equipe de produção bastante feliz no resultado obtido em termos cinematográficos, mas foi além, conseguindo chegar em um design verossímil e interessante em termos arquiteturais que, para quem se interessa pelo assunto, justifica o tempo consumido vendo o filme.

Hamilton Furtado

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