Samaritanos e ateus

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Doré Bom SamaritanoÉ recorrente entre não poucos ateus a necessidade de provar que não precisam da religião para serem pessoas boas, éticas e preocupadas com o bem comum. Há, por um lado, um interesse em esvaziar a religião de qualquer importância prática, mas ao mesmo tempo, talvez tentem de algum modo combater um suposto estereótipo do ateu cruel e sem compaixão, que no meu entender reside muito mais no imaginário ateísta do que na realidade do dia-a-dia.

Nesta linha, vejo uma interessante matéria mostrando o envolvimento de alguns ateus e atividades de ação social, com entrevistas a alguns deles e, dentre vários comentários, um deles me chama atenção. Uma das entrevistadas comenta que, apesar de atéia, de vez em quando deixa até escapar um “…graças a deus”, para ilustrar o quanto é difícil ser ateu em uma cultura cristã.

De fato, viver numa cultura cristã sem ser influenciado por ela, não é nada fácil, basta ver a citação bíblica que abre a citada matéria, remetendo à conhecida parábola contada por Jesus, sobre o “Bom Samaritano” (Lucas, cap. 10).

Mas, aí fica a pergunta: até que ponto a solidariedade tb não é cultural? E se for, quanto a cultura cristã, a cultura religiosa, a cosmovisão teísta impregnada nesta cultura, afeta ou estimula o interesse pelo outro? Por outro lado, se não for, ela vem de onde? Se alguém disser que vem da genética, como impõe a visão de mundo naturalista, não há mérito nenhum nela. Afinal de contas, seria algo tão dotado de moralidade quanto o medo instintivo, a fome ou sede, ou qualquer necessidade fisiológica.

Ninguém duvida que um ateu possa ser comovido pelo drama alheio. Eu não tenho dúvida é algo que mexe com todos os ateus, caso contrário, eles seriam meros hipócritas ao questionar a existência de Deus em face da realidade do mal no mundo. Mas seria interessante avaliar o quesito solidariedade numa civilização absolutamente ateísta, sem nenhum resquício religioso em suas origens e fundamentos. Seria interessante descobrir o quanto a cosmovisão ateísta é capaz de justificar e explicar pelas suas próprias pernas essa peculiaridade do bicho homem.

Pena que não exista nenhuma cultura absolutamente ateísta para que possamos conferir…


O politicamente incorreto Ben Carson

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Ben Carson

Dr. Benjamin Carson, conhecido neurocirurgião americano, diretor do departamento de neurocirurgia pediátrica do hospital John Hopkins discursou este ano no National Prayer Breakfast, um evento que ocorre anualmente na primeira quinta feira de fevereiro e que conta com a participação do presidente dos Estados Unidos.

Carson, já havia discursado no evento 16 anos atrás e, em 2008, foi homenageado com a medalha presidencial da liberdade pelo presidente Bush. Neste ano, sob os olhos do presidente Barack Obama, seu discurso abordou a liberdade promovida pela educação, a questão da saúde pública, além de outros assuntos, porém antes, ao iniciar, ele fez questão de contextualizar sua fala citando versículos bíblicos e criticando a intimidação sobre a liberdade de expressão imposta pelo pensamento politicamente correto.

A observação não foi aleatória, uma vez que o que foi dito em seguida, acabou mesmo por ser considerado, na opinião de algumas fontes, confrontador e até ofensivo em relação à postura do governo Obama sobre uma série de assuntos.

Por outro lado, ao que parece, muita gente concorda com as opiniões do médico. O vídeo do seu discurso foi visto no Youtube por mais de 420 mil pessoas em menos de 10 dias e sua fundação começou a ser inundada com doações após seu discurso “politicamente incorreto”, seguindo o site Christianpost.

Abaixo, algumas citações extraídas do seu discurso.

 ”Não é minha intenção ofender ninguém. Descobri, no entanto, em anos recentes, que é muito difícil falar para um grupo grande de pessoas hoje me dia e não ofender alguém. Você sabe, as pessoas andando por aí com seus sentimentos sobre os seus ombros esperando você dizer algo, “Aghhh ouviu aquilo”? A polícia do PC (politicamente correto) está de prontidão o tempo todo.”

“Chegamos ao ponto onde as pessoas estão com medo de realmente falar sobre o que eles querem dizer porque alguém pode ser ofendido.”

“As pessoas têm medo de dizer Feliz Natal em tempo de Natal. Não importa se a pessoa que você está falando é judeu ou, você sabe, se eles são de qualquer religião. Isso é um cumprimento, uma saudação de boa vontade.”

“O que precisamos fazer  neste mundo de correção política é esquecer a unanimidade do discurso e a unanimidade de pensamento, e temos de nos concentrar em ser respeitoso com as pessoas com quem discordamos.

“E uma última coisa sobre politicamente correto, que eu acho que é uma coisa horrível, por sinal. Eu sou muito, — compassivo, e não quero nunca  ofender ninguém. Mas o politicamente correto é perigoso. Porque, você vê, este país um dos princípios fundadores foi a liberdade de pensamento e de expressão, e isso abafa as pessoas. Ele coloca uma mordaça nelas. E, ao mesmo tempo, mantém pessoas longe de discutir questões importantes, enquanto o tecido desta sociedade está sendo alterado. E não podemos cair nesse truque. E o que precisamos fazer é começar a falar sobre as coisas, sobre coisas que são importantes.

“Quando você educa um homem, você o liberta.

“Eu tinha um temperamento horrível, baixa auto-estima. Tudo o que você acha que impediria o sucesso. Mas eu tinha algo de muito importante, eu tive uma mãe que acreditou em mim e eu tive uma mãe que nunca permitiria ser vítima não importa o que acontecesse.”

“Precisamos de médicos, precisamos de cientistas, engenheiros. Precisamos de todas as pessoas envolvidas no governo, não apenas advogados …Eu não tenho nada contra advogados, mas você sabe, aqui há uma coisa sobre advogados …Me desculpe, mas eu tenho que ser sincero … tenho que ser verdadeiro – o que advogados aprendem na Faculdade de direito? A ganhar, por bem ou por mal.”

“O que temos de começar a pensar é: como podemos resolver problemas?

O transcrito completo do discurso pode ser lido (em inglês) aqui.

 


Descobertas evidências do dilúvio

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Dilúvio, Gustave DoreRobert Ballard, o mesmo explorador oceânico que localizou os destroços do Titanic, anunciou que pode ter encontrado evidências do dilúvio descrito na Bíblia.

Ballard tomou como ponto de partida pesquisas de geologistas da Universidade de Columbia, Rayan e Pitman, sobre uma possível inundação na região do Mar Negro pelas águas do Mar Mediterrâneo através do estreito de Bósforo, causada por derretimento de camadas de gelo.

Com investigações próprias, a equipe de Ballard identificou marcas arqueológicas 130 metros abaixo da superfície sugerindo a ocorrência de uma catástrofe na região, há cerca de 5000 anos pela datação estimada de conchas encontradas no local, coincidente com o relato bíblico. O explorador, no entanto, reconhece que não há consenso sobre as conclusões sobre data e proporções desta eventual inundação.

Ao menos por enquanto, Ballard não localizou nenhum indício de alguma arca semelhante à narrativa de Noé, o que ele não acredita que deverá acontecer. No entanto, ele espera encontrar vestígios dos povos que viveram no local cinco milênios atrás.

 

Com informações do Christian Post