Ravi Zacharias

Ravi Zacharias
Imagem: RZIM

Não me lembro exatamente quando foi que me deparei pela primeira vez com Ravi Zacharias, mas o primeiro livro dele que li, “Pode o homem viver sem Deus?” me impactou definitivamente. Depois, vieram vários outros, “Jesus entre outros deuses”; a série “Great Conversations”, que imagina diálogos entre Jesus e grandes figuras da história da humanidade: Jesus e Buddah, Jesus e Hitler, Jesus e Oscar Wilde, dentre outros, confrontando suas diferentes visões de mundo.

Durante um bom tempo era difícil encontrar seu material por aqui, e muita coisa precisava ser trazida de fora. Felizmente, peguei um tempo em que o preço do dólar favorecia isso. Em anos recentes, o trabalho de Ravi se popularizou significativamente no Brasil, em grande parte graças à Internet e, mesmo vídeos legendados em português já podem ser encontrados com facilidade, embora vários de seus livros ainda estejam sem tradução.

Uma mente brilhante, metódica, perspicaz, capaz no entanto de sintetizar ideias profundas de uma forma simples, acessível e até poética, Ravi, um indiano radicado no Canadá, depois nos EUA, procurava navegar entre as visões de mundo do ocidente e do oriente, e fazia isso com grande maestria, procurando mostrar que, em essência, o homem no mundo todo, em todas as épocas, é o mesmo, em busca de algo que responda quatros questões fundamentais: Origem, de onde viemos?; Sentido, por que estou aqui?; Moral, como devo viver?; e Destino, para onde vou?, deixando claro em sua conclusão que a resposta para todas essas perguntas passa pela pessoa de Jesus. Não à toa, seu último livro, “Jesus visto do Oriente”, lançado em abril, e que eu pretendo ler em breve, parece sintetizar boa parte do seu trabalho.

Ravi Zacharias fisicamente, nos deixa hoje, depois de uma forte batalha contra um câncer.
A nossa geração perde um grande pensador, mas deverá ser sempre grata por seu legado intelectual e exemplo de vida.

Hamilton Furtado

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