Manuscritos do Mar Morto digitalizados

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Manuscrito de Isaías - detalhe

Detalhe do Manuscrito de Isaías.

Os manuscritos do Mar Morto, que incluem os mais antigos manuscritos bíblicos existentes, foram digitalizados e estão disponíveis online, resultado de um projeto conjunto entre o Museu de Israel e Google.

O site oferece imagens de alta resolução dos manuscritos originais com recurso de busca, além de vídeos explicativos e textos informativos sobre o material e sua história. Uma das peças mais interessantes disponíveis é o “Grande Manuscrito de Isaías”, o maior e mais bem preservado dos textos bíblicos da coleção. É possível no site verificar a tradução comparativa em inglês entre o texto do manuscrito e o texto que ao longo da história chegou até os dias atuais, usado como base em traduções modernas das escrituras bíblicas.

Os manuscritos do Mar Morto são uma coleção de escritos antigos, do século II a.C. descobertos casualmente por beduínos em cavernas da região de Qumram, ao norte do Mar Morto, a partir de 1947. O conjunto dos livros encontrados, que hoje se sabe, pertenceram à seita judaica dos Essênios, incluem grandes porções das escrituras bíblicas, além de outros escritos usados pela da seita.


A crueza de uma propaganda “mal feita”.

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coroa de espinhos

A história de Jesus é reputada em alguns círculos mais céticos como um panfleto para vender uma idéia, ou uma imagem de um homem que sequer existiu, ou se se existiu, não seria nem sombra do que disseram dele.

Uma análise dos fatos porém, dificilmente sustenta este tipo de opinião. Vejamos.

Jesus nasceu judeu. Um povo periférico, de uma terra pequena, sem influência política, com um histórico de sujeição a outros povos e, naquela ocasião, submisso ao poderoso Império Romano.

Dentro dessa nação, nasce Jesus, pobre, de aparência pouco notável, em uma vila também ela, pobre e desprezível, de uma província deslocada do centro de interesses religiosos.

No final da história, Jesus morre.
Crucificado.
A vergonha disso para a sociedade de então pode ser compreendida pela repugnância e rejeição que os árabes até hoje têm da simples idéia de que Jesus teria sido crucificado. Para eles, nem mesmo a idéia da ressurreição posterior remediaria o dano moral de uma morte dessas.

E quando Jesus ressuscita, a notícia é dada por…mulheres!!! Algo tão digno de crédito para época quanto discurso de político em véspera de eleição.

Realmente, se a história de Jesus fosse fabricada, ela seria tão diferente, tão “certinha”, tão enobrecedora, tão digna, tão casada em suas diversas versões, que talvez convencesse muita gente…

A biografia de Jesus é recheada de “constrangimentos biográficos”.

Basta pegarmos um dos evangelhos para vermos alguns desses “incômodos biográficos” na história de Jesus: sua origem humilde, sua amizade com os “párias” da sociedade, a discrepância do seu perfil com aquele que a totalidade dos judeus da época esperavam para um “messias”, a discordância aparente com os demais evangelhos, além de muitos outros aspectos improváveis, que no entanto estão lá.

O próprio discurso de Jesus, dizendo coisas com “eu sou humilde”, “sem mim nada podeis fazeis”, contraria o que se espera de um “homem sábio típico”.
Suas atitudes, igualmente, surpreendem aqueles que esperam a imagem esterotipada do “homem iluminado”. As respostas que ele dava, não para os religiosos, mas para as pessoas comuns, tais como “estes são minha família”, quando foram dizer a ele que sua mãe e irmãos o esperava, ou a aparente indiferença com que tratou a mulher siro-fenícia, não são exatamente as condutas dos homens “bonzinhos-fazedores-de-média” que vemos pelas religiões afora.

No entanto, tudo isso está lá, cruamente registrado. Não há nos evangelhos a menor evidência de que alguém tenha tentado “adoçar” a imagem de Jesus.

Isso aconteceu, sim, porém muito depois de escritos os evangelhos. Nas narrativas renascentistas, que o pintam ora como um bebê, ora como um moribundo. Ou nas narrativas vitorianas, tentando transformá-lo em bom moço e trazê-lo para “dentro da respeitosa sociedade”, como observa Philip Yancey. Ou pior ainda, mais recentemente, com a mistura misticoleba de idéias orientais ou humanistas, que tentam tranformar Jesus em um simples cara “bom”, um vendedor de auto-ajuda, ou um garoto propaganda mais alinhavado com um escopo o maior possível de religiões.

Não, a história de Jesus tem defeitos demais para ter sido inventada.

(A propósito, para quem acha que a história completa de Jesus é muito fabulosa e preferir uma versão sem a pirotecnia dos reis magos, estrelas, e outros eventos estrondosos, é só conferir na própria Bíblia. É a versão do evangelho de Marcos).


Curiosas semelhanças

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Litoral Brasil - Seculo XVIExistem civilizações que não conheciam a roda, ou não usavam certas ferramentas, ou não faziam isso ou aquilo. Mas, curiosamente não há registro em toda a história de uma única sociedade sem religião.
Por que essa busca desesperada do homem por algo que possa transcender?

A despeito de todas as especulações até hoje formuladas, para mim, a melhor resposta ainda é que as similaridades religiosas e mitológicas entre os povos se devem ao fato de que Deus é um só, que a humanidade é uma só e uma única a sua origem, seu pecado e sua busca por algo que ela perdeu lá atrás.

Até mesmo os índios guaranis, vejam só, acreditam em uma espécie e terra prometida, a Terra Sem Mal, onde a doença a morte e a dor não existem e as coisas são perfeitas.

Por conta disso é que os europeus quando chegaram aqui em 1500 encontraram todo o litoral brasileiro ocupado por eles.
Os guaranis acreditavam que essa terra ficava no oriente, no além mar que eles não podiam transpor.

Curiosamente, os guaranis não possuí­am templos, imagens e í­dolos, o que levou os europeus a pensarem equivocadamente que eram completamente destituí­dos de religiosidade. Muito pelo contrário…

(Nota em 11/11/2007: O relato de Antonio Pigafetta, cronista da expedição de Fernão de Magalhães, em 1519, parece confirmar isso, ao dizer que os brasileiros não eram nem cristãos nem pagãos, por não adorarem a “nada”. concordando também com Pero Vaz de Caminha em sua carta sobre o descobrimento do Brasil.)

Os guaranis também acreditavam em Ñamandu.
Ñamandu, para eles, era o criador de tudo, o pai bondoso, doador da vida e de toda a ordem universal.

Em um poema, ele é apresentado da seguinte forma…

“Nosso pai, o Último, nosso pai, o primeiro,
fez com que seu próprio corpo surgisse
da noite originária”

…não é interessante?…