Uma Mentira Conveniente

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uma mentira convenienteEu considero um momento histórico. Um cientista finalmente aparece em um veículo direcionado ao público leigo para desmascarar mentiras vendidas sob o rótulo da ciência ao longo de décadas. Foi o que fez o cientista e professor Ricardo Augusto Felício ao se apresentar no “Programa do Jô” derretendo de vez a famosíssima farsa do Aquecimento Global. De brinde, ele ainda aproveitou para contestar outras “verdades” supostamente científicas incorporadas ao senso comum, apontando o buraco na teoria da camada de ozônio, abafando o Efeito Estufa e até questionando a sagrada noção da destruição da Amazônia. O vídeo está na sequência deste artigo.

Já não era sem tempo. Felício demonstrou como a construção do mito vem sendo elaborada há muitos e muitos anos, sempre com o aval de cientistas, governos e da mídia. Al Gore, político que quase se tornou presidente dos EUA, manteve-se em evidência por um longo tempo propagandeando com alarde o perigo do tal Aquecimento Global. Chegou a ganhar um Oscar com seu filme Uma Verdade Inconveniente.
Em 2009, veio a público a troca de email de cientistas ingleses sugerindo fraude em dados para favorecer a idéia de que a temperatura global estaria subindo. O  escândalo ficou conhecido com “Climagate“. Mesmo assim, muito esforço continuou-se a fazer para sustentar a história, enquanto os críticos da versão predominante eram intimidados ou ridicularizados, ainda que nem se questionasse o Aquecimento Global de forma geral, mas apenas sua a causa como sendo responsabilidade humana.

A divulgação em um veículo de mídia popular é importante, porque reduz em muito o descompasso entre o que a sociedade acredita que a ciência diz e o que na realidade realmente ela permite concluir a partir dos fatos. Por mais tardia que a farsa global tenha sido revelada, é sempre bom perceber positivamente a inversão do viés ideológico sobre o assunto, propiciando um clima mais ameno para que o patrono do movimento ambientalista atual, James Lovelock, venha a público se retratar sobre suas predições alarmistas em relação ao futuro sem ser chamado de senil e onde, de um instante para outro, os críticos da versão predominante, como é o caso de Ricardo Felício, passam a ganhar espaço na grande mídia.

Resta saber por que demorou tanto e quantas “verdades científicas” ainda estão por ser desmontadas…

Quem tiver paciência poderá gostar de ver este outro vídeo, do Ricardo Augusto Felício em uma palestra sobre o assunto. A duração é de quase 2 e meia.


(via Desafiando a Nomenklatura Científica)


Mais sacolas…

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sacola cara de trouxa
Acho que é a primeira vez aqui que posto duas vezes em seguida sobre um mesmo assunto, mas estas sacolinhas realmente estão rendendo.

É fácil para o poder público tomar esse tipo de iniciativa para eliminar as sacolinhas. É como o rodízio de placas: se o trânsito está inviável, basta proibir as pessoas de usarem carro. É mais fácil do que oferecer transporte público de qualidade. Enquanto isso, uma cidade como São Paulo até hoje não tem coleta seletiva de lixo.

A solução realmente passa pela mudança de hábitos, não raro pela retomada de hábitos que tínhamos há décadas atrás e que abandonamos em nome da comodidade.
Quando eu era criança, minha mãe levava uma sacola de plástico quando ia ao mercado, a mesma que servia para a feira. Quando chegava na loja, deixava a sacola num balcão próximo à entrada, pegava um cartão com um número e entrava para as compras. No mesmo balcão deixava-se também as garrafas de refrigerante vazias que seriam trocadas por cheias.

Enfim, há todo um encadeamento de processos na cadeia de consumo que não vão desaparecer só porque a sacolinha grátis sumiu. Há uma demanda por sacos plásticos que vai continuar existindo e nós vamos continuar despachando nosso lixo – incluindo embalagens plásticas – em sacos de plástico, com sacolinhas ou sem elas.

Ninguém deseja deliberadamente poluir e degradar o ambiente. Mas, do jeito que a decisão foi imposta ignorando tudo isso, onerando a ponta mais fraca de sempre e trazendo benefícios aos que já os detém, o povo tem todo o direito sim de se sentir com cara de palhaço. Ou de ‘trouxa’, para ficar mais apropriado ao contexto…


Sacola…

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Sacola plástica pede socorro

Minha primeira experiência no supermercado depois do fim das sacolinhas.

FIM?!?

Bom, não é bem assim… Elas ainda estão lá, só que agora custam 19 centavos cada, mas tá justificado: agora são biodegradáveis, e não dá pra fazer a caridade de vender ao preço de custo!…E pelo jeito não vão deixar de ser usadas, porque nem todo mundo vai ter um sacolão “ecológico” do Vietnã à mão quando se lembrar de passar no mercado, e nem deseja ou consegue caminhar equilibrando uma meia dúzia de embalagens nos braços.

Curiosamente, notei também uma sutil mudança na seção de pães: antes o cliente se servia e tinha à disposição sacos de papel para acondicionar suas compras. Agora, tanto pães quanto pacotes foram para trás do balcão. Seria para os sacos não virarem embalagem para outros produtos?

Enfim, um grande negócio, por enquanto, para os supermercados, desobrigados de oferecer as sacolas e com mais um lucrativo e quase obrigatório item na lista de compras de todo mundo. Desconfio que a medida também fará extinguir de vez a função de empacotadores, os poucos que ainda restam nas grandes redes.
Por enquanto o que vejo é um enorme sorriso no rosto dos empresários do ramo.

Ah…o preços dos demais produtos continuam os mesmos…

Neste endereço, a Revista Reciclagem disponibiliza uma matéria em PDF, com dados econômicos e técnicos sobre o mercado de reciclagem e interesses do setor em relação às sacolas plásticas.
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Adicionado em 31/01/2012: Acrescentei alguns comentários sobre este assunto neste novo artigo.