Se Deus não existe…

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O Homem como medida das coisasEsse texto é uma adaptação de uma mensagem que escrevi em tempos passados, quando o grande tráfego dos debates ‘metafísicos’ da Internet em português corria nos finados newsgroups do UOL.  Mais recentemente, eu republiquei o mesmo texto em uma comunidade do Orkut, dando continuidade ao debate.

Um dos temas mais recorrentes dentro do problema do mal é a questão da miséria que vitima crianças inocentes pelo mundo.
Eu escrevi esse texto em desafio ao pensamento materialista-ateísta, que afirma terem o Universo, a Vida e, em última consequência, o Homem, surgido aleatoriamente e sem uma razão específica e que a realidade se resume à matéria/energia. Alguns cristãos têm dificuldade em entender qual é a proposta e encaram como um ataque ao teísmo. Não é, me antecipo em dizer.


Se Deus não existe…
Estamos falando apenas de seres que vieram à existência por acaso, da mesma forma que por acaso todos nós surgimos neste planeta. Somos todos frutos de uma grande casualidade, não temos motivos para estar aqui, e muito menos, justificativas para evitar que deixemos de estar.

Se Deus não existe…
Temos que olhar para trás e lembrar que só existe uma lei. A lei da sobrevivência. É por isso, e só por isso, que estamos aqui, não se esqueçam! Se não fosse por ela, se nossos antepassados tivessem deixado de lado essa lei, ainda seríamos uma ameba e estaríamos nadando em um mangue lamacento.
Seleção Natural, amigos! É ela que nos trouxe até aqui e é ela que nos vai conduzir ao glorioso perpetuar da espécie humana em direção ao futuro. Precisamos apenas continuar nosso caminho por cima e através dos mais fracos e menos aptos, sabendo que caso contrário nós é que seremos as vítimas neste processo irrevogável.

Se Deus não existe…
Sobreviver é nossa única obrigação moral e ética para com este Universo que nos fez surgir sem nenhum motivo especial, mas que é implacavelmente cruel e exige que obedeçamos suas leis sob pena de sermos extintos.
Assim, vamos dar prosseguimento à lei da vida, à lei da natureza, à lei do universo, ocupando nosso lugar no reino animal e nos conformando com as regras atribuídas às demais espécies, afinal, nada temos de especial em relação a elas. Ou temos?…

Se Deus não existe…
Então o que é esse estranho sentimento que diz respeito às crianças que morrem?
Pode deixar que eu mesmo respondo: Defeito de fabricação.
Isso mesmo. Não passa de um defeito de fabricação.
Nós humanos, adquirimos essa falha ao longo de nosso processo evolutivo. Com certeza, de acordo com a Teoria da Evolução, isso não era uma falha quando surgiu e estava lá para nos auxiliar de alguma forma no nosso processo evolutivo.

Mas, agora, esse atributo não nos serve mais. Ao contrário, nos estimula a inventar suposições metafísicas e hipóteses etéreas para explicarmos o sofrimento dessas crianças. Leva-nos a criar idéias moralistas que nada contribuem para o cumprimento de nossa missão no universo, que é obedecer à Seleção Natural. Enfim, isso nos faz andar para trás.

Não precisamos mais desse ‘defeito’ evolutivo. Os humanos evoluídos do futuro não terão mais esse tipo de sentimento auto-destrutivo. Não se preocuparão mais com o bem estar dos seres que o Universo pôs diante deles para os servirem.

Assim, conclamamos a todos: Antecipem-se aos seres humanos do futuro e desde já deixem a pieguiçe e o sentimentalismo. Ignorem as crianças que morrem, assim como ignoramos os coelhos de laboratório e os mosquitos da Dengue. Precisamos delas para o nosso próprio bem estar!


Ou como já observou Ravi Zacharias, “toda cosmovisão, não apenas a cristã, deve dar uma explicação ou uma resposta para o mal e o sofrimento…isto não é um problema apenas para o cristianismo. O problema do mal é algo que todos nós devemos oferecer uma resposta, seja qual for o sistema de crenças ao qual subscrevemos”.

Se Deus existe…
Algumas coisas são difíceis de explicar.
Se Deus não existe…são impossíveis…


Seleção natural não age sozinha

| Em Ciências


três macacosPor que alguns genes evoluíram rapidamente? O Darwinismo responde que a seleção natural explica isso, porém um grupo de pesquisadores na Universidade de Uppsala sugere, a partir de pesquisas comparativas entre o genoma humano e de outros primatas, que outro processo não adaptativo interfere na seleção e propagação das mutações genéticas.

Os resultados, publicados em 27 de janeiro, indicam que um processo, conhecido com o BGC (biased gene conversion) é capaz de favorecer a taxa de evolução de determinados genes, independentemente de serem benéficos ou não.

O BGC aparenta ser mais intenso em áreas de grande recombinação, podendo causar a propagação de mutações deletérias entre as populações, apontando um resultado conflitante ao preconizado pelo Darwinismo tradicional, como observa o site Sciencedaily.