
A “santa ceia” drag da abertura dos jogos olímpicos não abala minha fé, não me ofende. E não deveria ofender a de nenhum cristão. Aquilo não diz nada sobre mim, mas sobre quem a produziu.
Não é de hoje que o cristianismo é objeto de escárnio num mundo “anti-cristo”. Já nos circos de Roma os cristãos eram usados no entretenimento público, como combustível de fogueira e comida de leão, pelo simples fato de serem cristãos. Eram odiados por não se dobrarem aos ídolos da época. A única coisa que muda são os ídolos de cada época.
(Claro que numa sociedade “civilizada” é preciso cautela, o custo de jogar cristãos aos leões pode ser alto, pelo menos no momento, então é melhor ser sutil, atacar os valores cristãos, quem sabe usando a “arte” para isso.)
Neste episódio, vemos estampada a necessidade recorrente de um mundo que precisa provocar a fé cristã. Porque não basta ela ser ignorada, ela tem que se agredida, ela tem que ser modificada à imagem e semelhança de um mundo em desespero, que usou sua liberdade para rejeitar a Deus, mas não se deu por satisfeita com os resultados. Aliás só fazem isso porque desfrutam (ainda) da liberdade fundamentada nos princípios judaico-cristãos dessa parte do mundo, gostem ou não dessa verdade. Em outras plagas, sequer teriam o direito de existir, quanto menos de debochar, se é que alguém me entende…
Portanto, se há algo para lamentar, é o desespero generalizado em nossa geração.
Enfim, tudo isso está dentro do previsto. “O mundo jaz no maligno”, já foi dito. “A luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz porque suas obras são más”, já foi dito. “O príncipe deste mundo já está condenado”, já foi dito. Este é o resultado, ninguém espere nada melhor. Mas o reino de Cristo não é deste mundo, também já foi dito…
Hamilton Furtado
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